Exportações de carnes de frango e suína do país cresceram em março e no 1º trimestre

Segundo a ABPA, no caso da carne suína novos recordes foram alcançados no mês passado
Fernando Lopes
(Crédito: Wenderson Araujo/Sistema CNA/Senar)

As exportações de carnes de frango e suína do país superaram os reflexos negativos provocados pela escalada dos conflitos no Oriente Médio e cresceram em março. Com isso, o primeiro trimestre do ano terminou com avanços nas duas frentes, o que foi bastante comemorado pelo segmento.

Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) compilados pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), os embarques de carne de frango alcançaram 504,3 mil toneladas e renderam US$ 944,7 milhões no mês passado, com incrementos de 6% e 6,2%, respectivamente, ante março de 2025.

A China foi o principal destino das vendas em março, com 51,8 mil toneladas (+11,6%), seguida por Japão, com 42,1 mil toneladas (+41,3%) e Arábia Saudita, com 38,7 mil toneladas (-5,3%). Em geral, as exportações para os países do Oriente Médio recuaram 18,5% em março na comparação com fevereiro, em boa medida graças ao fechamento do Estreito de Ormuz. 

“Apesar dessa queda, os expressivos volumes comprovam que o fluxo de exportações segue acessando a região por meio de rotas alternativas. São mais de 100 mil toneladas enviadas aos mercados da região em março, com mais de 45 mil toneladas destinadas aos países diretamente impactados pelo fechamento do Estreito de Ormuz”, afirma Ricardo Santin, presidente da ABPA, em nota.

No primeiro trimestre, o volume total exportado pelo Brasil chegou a 1,456 milhão de toneladas, em alta de 5% em relação a igual intervalo do ano passado, e a receita aumentou 6,9%, para US$ 2,764 bilhões. 

CARNE SUÍNA

No caso da carne suína, as exportações bateram novos recordes em março. De acordo com a ABPA, o volume embarcado atingiu 153,8 mil toneladas, com crescimento de 32,2% em relação ao mesmo mês de 2025, e a receita subiu 30,1%, para US$ 361,6 milhões. As Filipinas encabeçaram as importações, com 48,9 mil toneladas (+80,7%).

“A demanda global por carne suína do Brasil segue elevada, em especial em mercados como Filipinas, Japão e outros países da Ásia e da América do Sul. O comportamento das exportações neste início de ano deve persistir ao longo dos próximos meses, confirmando a projeção de alta para os embarques de 2026”, avalia Santin.

De janeiro a março, o crescimento do volume das exportações foi de 16,5%, para 392,2 mil toneladas, enquanto a receita aumentou 16,1%, para US$ 916 milhões.

 

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