Lucro líquido da São Martinho cresceu 65% no 4º trimestre do exercício 2025/26

Em toda temporada, o resultado alcançou R$ 836,2 milhões, em alta de 50,2%, e receita líquida somou R$ 7,4 bilhões
Fernando Lopes

A São Martinho, uma das maiores produtoras de açúcar e etanol do país, encerrou o quarto trimestre de seu exercício 2025/26, em março, com lucro líquido de R$ 172,9 milhões, em alta de 64,6% ante igual intervalo do ano-fiscal anterior. Na mesma comparação, o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado da companhia cresceu 41,9%, para R$ 1,094 bilhão, e sua receita líquida aumentou 29,1%, para R$ 2,245 bilhões.

Com esses resultados, a São Martinho fechou o exercício com lucro líquido de R$ 836,2 milhões, 50,2% superior ao registrado no ciclo 2024/25 como um todo, Ebitda ajustado de R$ 3,503 bilhões, com incremento de 1,7%, e receita líquida de R$ 7,435 bilhões, 3,3% maior. Ao longo da safra 2025/26, a empresa processou 21,9 milhões de tonelada de cana, 0,6% mais que na temporada anterior, e produziu 1,423 milhão de toneladas de açúcar (+7,1%), 923,1 mil metros cúbicos de etanol de cana (-8,5%) e 220,9 mil metros cúbicos de etanol de milho (+3,9%).

“Em um ano de queda nos preços do açúcar e forte volatilidade no etanol, ajustamos nosso mix de produção em setembro para maximizar o etanol e adotamos uma estratégia de postergação de volume, comercializando 40% do biocombustível no quarto trimestre. Essa movimentação permitiu capturar melhores preços e converter nossa resiliência operacional em resultado financeiro sólido”, realçou a São Martinho em texto que acompanha os resultados divulgados.

A companhia também lembrou que adquiriu no último exercício áreas de canavial que eram da usina Santa Elisa, da Raízen, e que, na área de novos negócios, deu início à operação de sua primeira planta de biometano, na unidade Santa Cruz, e ampliou os investimentos em etanol de milho. Nesta safra 2026/27, que começou em abril, a empresa prevê processar 23,7 milhões de toneladas de cana (+7,9%) e 495 mil toneladas de milho (-5%). O capex total para o ciclo 2026/27 está estimado em R$ 2,9 bilhões (+5,1%).

Em 31 de março, a dívida líquida da São Martinho alcançava R$ 4,9 bilhões, mesmo nível que um ano antes “A posição de endividamento reflete as novas captações, principalmente a emissão de debêntures e Certificado de Recebíveis do Agronegócio (CRAs)”. Assim, a companhia encerrou o exercício 2025/26 com alavancagem (relação entre dívida líquida e Ebitda) de 1,41 vez, ante 1,43 vez no fim do ano-fiscal anterior.   

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