O Ministério da Agricultura informou que Chile, Namíbia, Macedônia e Arábia Saudita também retiraram as restrições que haviam imposto às carnes de aves do Brasil após a confirmação do primeiro caso de influenza aviária de alta patogenicidade em uma granja comercial no país, em Montenegro (RS).
O caso no município gaúcho veio à tona em meados de maio, e, após realizadas as ações sanitárias necessárias e cumprido um período de vazio sanitário de 28 dias, o Brasil se autodeclarou novamente livre da doença. De lá para cá, mais de 40 países que haviam suspendido as compras da proteína brasileira já reabriram suas portas.
China, União Europeia, Canadá, Malásia, Paquistão e Timor-Leste, contudo, continuam sem importar carne de frango de todo o Brasil, e oito países mantêm suspensas as compras desde o Rio Grande do Sul. E esses mercados, principalmente o chinês e o europeu, têm feito falta às empresas exportadoras. Em junho e julho, os embarques ficaram abaixo dos resultados dos mesmos meses do ano passado, embora o pior já tenha ficado para trás.
Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) compilados pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), em julho as exportações de carne de frango alcançaram 399,7 mil toneladas no mês passado – 16,4% mais que em junho, mas volume 13,8% menor que o registrado em julho de 2024. A receita das vendas chegou a US$ 737,8 milhões, com aumento de 15,8% ante o mês anterior e queda de 17% sobre um ano antes.
Em julho, o principal destino dos embarques do Brasil foram os Emirados Árabes Unidos, com 51,7 mil toneladas, 33,6% mais que no mesmo mês do ano passado. Em seguida vieram Japão, com 42,9 mil toneladas (-9,3%), México, com 36,4 mil toneladas (+45,6%), Arábia Saudita, com 31,4 mil toneladas (+19,7%), Angola, com 16,1 mil toneladas (+68,7%) e Cingapura, com 13,6 mil toneladas (+8,8%).
De janeiro a julho, informou a ABPA, as exportações atingiram 3 milhões de toneladas, uma leve retração de 1,7% em relação a igual intervalo de 2024. Já a receita proveniente dessas vendas aumentou 1,5%, para US$ 5,6 bilhões. Para 2025 como um todo, a expectativa da entidade é que o volume de embarques recue até 2% ante 2024, para até 5,2 milhões de toneladas.
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