MerX busca se consolidar como banco digital com foco no agro

Empresa desembolsou R$ 200 milhões em 2024, sobretudo em operações de custeio de soja e milho, e prevê chegar a R$ 600 milhões
Fernando Lopes
Gustavo Vazquez, CEO da MerX (foto: Divulgação)

Após os bons resultados obtidos com financiamentos ao agro brasileiro no ano passado, a fintech MerX, com sede na capital de São Paulo, está multiplicando seus negócios e quer se consolidar como banco digital dedicado ao setor. Por meio da gestora que mantém em parceria com a Indie Capital Investimentos, a empresa desembolsou R$ 200 milhões em 2024, em 144 operações, e a expectativa é chegar a R$ 600 milhões este ano.

Para fomentar esse avanço, a MerX tanto poderá ampliar o fundo que hoje irriga suas transações quanto criar novos veículos complementares. Antes de lançar o FDIC existente, há menos de dois anos, a empresa atuava no mercado com capital proprietário. O crescimento observado tem sido ancorado sobretudo em operações de custeio de soja e milho de produtores rurais.

Segundo Gustavo Vazquez, CEO da MerX, nessas operações a empresa oferece soluções que vão desde o financiamento em si, cujo prazo médio gira em torno de oito ou nove meses, até a rastreabilidade da produção movimentada com o apoio dos recursos, que em 2024 somou cerca de 52 milhões de toneladas de grãos, e apoio à exportação. Na plataforma da empresa, os clientes podem acessar, por exemplo, dados fundiários e ambientais da produção que está sendo originada.

Com essas ferramentas, a MerX comemorou “inadimplência zero” no ano passado, apesar da quebra da safra de soja no Centro-Oeste e da queda das cotações de soja e milho. “Também conseguimos cumprir o desafio de trazer serviços e tecnologia a cooperativas, cerealistas e indústrias que são os primeiros compradores das colheitas dos produtores rurais”, disse Vazquez, que passou em grandes companhias do setor, como ADM e Noble, antes de fundar a MerX em parceria com Guilherme Dominicci e Paolo Silva, com quem havia trabalhado no BTG Pactual.

Vazquez explicou que a tecnologia empregada da plataforma da MerX é capaz de cruzar informações sobre o Cadastro Ambiental Rural (CAR) de uma determinada propriedade, avaliar riscos, indicar certificações cabíveis e, com isso, orientar os compradores sobre as melhores alternativas para a venda dos produtos agrícolas. “Ajudamos nossos clientes a organizar seus contratos. São serviços que também podem melhorar a percepção de risco dos clientes por parte dos bancos, por exemplo”, realçou.

Produção de algodão deverá recuar 1,5% nesta safra, diz Agroconsult

Consultoria projeta colheita de 4,2 milhões de toneladas da pluma; a partir de segunda-feira, expedição técnica validará estimativa

BNDES aprova crédito de R$ 150 milhões para o Grupo Cerradinho

Recursos serão destinados a inovação, modernização e expansão da produção de biocombustíveis em plantas de Goiás e Mato Grosso do Sul

CPR se consolida como o principal instrumento de captação de crédito rural no país

Segundo o Ministério da Agricultura, dos R$ 477,2 bi usados pela agricultura empresarial no âmbito do Plano Safra 2025/26, fatia da CPR foi de 43%

Resenha NPagro: As dúvidas sobre a MP do endividamento, com Ruy Toledo Piza

Sócio do FAS Advogados analisa pendências que terão que ser tratadas na regulamentação da norma

NPagro Clima: O El Niño e as chuvas no Sul do país

Inscreva-se para receber
as notícias gratuitamente

Ao inserir seu e-mail, você concorda em receber a newsletter do NPAgro. Você pode cancelar sua inscrição a qualquer momento

MAIS LIDAS

ESG

Pecuária sustentável: O “green lot” da família Costabeber em São Sepé

Modelo de produção da Fazenda Pulquéria, importante fornecedora da Minerva no Rio Grande do Sul, privilegia bem-estar dos animais e rende bons preços

Economia

Ministério da Fazenda suspende financiamentos do Plano Safra 2024/25

Secretaria do Tesouro enviou ofício às instituições financeiras determinando a suspensão de novas contratações de crédito rural subvencionado

Indústria

Faturamento da C.Vale caiu 10% em 2024, mas sobras aumentaram 25%

Receita da cooperativa paranaense alcançou R$ 22 bilhões, prejudicada por grãos