O processamento de soja atingiu 870,4 mil toneladas em setembro em Mato Grosso, segundo levantamento do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea/Famato). Em relação a agosto, o volume caiu 26,6%, e na comparação com setembro de 2024 houve queda de 5,7%.
“Essa retração é explicada, principalmente, pelas paradas técnicas para manutenção das plantas de esmagamento. Além disso, as indústrias que não realizaram aquisições antecipadas de soja para o consumo anual têm enfrentado dificuldades de compra no mercado interno, o que limitou o ritmo de processamento”, informou o Imea.
Mesmo assim, de janeiro a setembro o esmagamento no Estado somou praticamente 10 milhões de toneladas, com aumentos de 4,1% ante igual intervalo de 2024 e de 15,7% sobre a média dos últimos cinco anos. O avanço para um novo patamar recorde refletiu um incremento de capacidade e a demanda aquecida por farelo e óleo de soja.
Plantio 2025/26
Também conforme o Imea, até sexta-feira passada o plantio de soja foi concluído em 43,6% da área prevista para Mato Grosso nesta safra 2025/26. O percentual é 18,5 pontos percentuais superior ao do mesmo período do ciclo 2024/25 e 7,6 pontos maior que a média dos últimos cinco anos.
“Esse progresso está atrelado à maior regularidade das chuvas em determinadas regiões do Estado, o que permitiu aos produtores acelerarem os trabalhos a campo. No entanto, algumas localidades permaneceram mais de dez dias sem precipitações expressivas, o que resultou em ressemeaduras pontuais em alguns talhões”, realçou o Imea.
O Imea projeta a área mato-grossense de soja em 13 milhões de hectares no ciclo atual, e estima que a colheita do grão chegará a 47,2 milhões de hectares. Em 2024/25, foram 12,7 milhões de hectares e cerca de 50 milhões de toneladas. Mato Grosso lidera a produção nacional de soja.
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